A Hora da Verdade

Finalistas da Usina 2020 falam sobre o Pitching Pedagógico

Neste sábado (22), acontece o Pitching Pedagógico da Usina 20, das às 13h, com transmissão no canal da Estação do Drama no YouTube. Encerrando o ciclo de atividades, que se iniciaram em fevereiro de 2020, a ação conta com produtoras renomadas do Estado: Movioca, Tenda dos Milgares, Bahia Visual e Mantra. O Pitching em si pode ser definido como uma apresentação rápida e objetiva de um produto ou uma produção artística, midiática ou cultural feita para vender um projeto para uma empresa ou um investidor. Para deixar os estudantes preparados, duas dinâmicas foram realizadas, a fim de orientá-los. Uma delas foi uma oficina de pitching com Gustavo Erick, um dos tutores da Usina. A segunda foi uma aula sobre preparação de slides, com Thaiane Machado, vice coordenadora pedagógica da Usina do Drama 2020.

Dentro de todo este processo, ainda em maio, foram anunciados os finalistas que participação do pitching! Dentre os 21 projetos analisados, 05 foram selecionados para essa avaliação final do pitching, são eles: Açúcar, Papai, de Daniel Corrêa; O Filho do Pastor, de Igor Correia; Rio das Mortes, de Guga Caldas; Romã, de Ana do Carmo e Ua Bem Bum!, de Ceci Alves. A partir de toda a expectativa para o desfecho da trajetória construída até aqui em mais de um ano de trabalho, a equipe de comunicação da Usina conversou com os criadores desses projetos para saber o que eles esperam do Pitching Pedagógico, no sábado, e quais são os planos para os projetos de série desenvolvidos durante a Usina 20.

Com a palavra, os finalistas. Por Enoe Lopes Pontes.

Enoe Lopes Pontes – Como está sua expectativa para o Pitching Pedagógico e a sua preparação para o sábado?

Ana do Carmo – A gente teve uma preparação para o pitching com o professor Gustavo Erick. Também tivemos uma aula de Thaiane, onde aprendemos como preparar slides. Eu ainda não tive essa oportunidade de fazer um pitching com slides, porque todos os outros que eu fiz foram abertos e sem slides. Então, desta vez vai ser um grande desafio ter de apresentar neste formato. Eu vou ter que ir, de fato, em busca destas imagens de referência, o que acho que vai ser um processo muito rico, de conseguir visualizar esta história, porque eu ainda não tenho muita coisa elaborada visualmente. Por isso, minha expectativa é a melhor possível, em termos de ter essa primeira exposição do projeto, de ouvir a banca, ouvir quais são as primeiras impressões. Além disso, sei que também vai ser um processo de fechar o ciclo. Eu gosto bastante desses momentos de fechar os ciclos, entender o que conseguimos fazer e de agradecer bastante a toda equipe da Usina do Drama, a todos os meus colegas e entender que sou muito grata a todo esse processo. Acho que vai ser uma finalização muito afetuosa!

ELP – Agora, com este final, após toda esta etapa de aprendizado, durante a Usina 20, como é que você avalia a sua experiência e o que pretende fazer daqui em diante?

Guga Caldas– Ah, acredito que foi bem legal a experiência. Acho que nesta fase de pandemia, ter uma atividade aos sábados, no desenvolvimento de projeto foi meio que terapêutico até. Mas, principalmente sobre o projeto em si, a gente sai daqui com o projeto mais formatado e podendo tentar se inscrever em várias coisas. Enfim, teremos diversas oportunidades que podem surgir agora. Eu até já inscrevi minha série no FRAPA e já vou chegar com o texto escrito, revisado, debatido e evoluído. É uma coisa que se você fosse contratar um script doctor e gastar uma grana e um tempo, seria um trabalho muito maior, caso este tivesse sido feito por uma pessoa sozinha, sem os feedbacks, sem a participação do tutor e dos colegas, sem os cursos, sem essas coisas todas. O legal é isso! A gente sair daqui com um projeto bacana, muito mais formatado, para que a gente possa tentar outros voos.

ELP– Me conta um pouquinho sobre toda a sua preparação para o pitching, como estão suas expectativas e os retoques finais antes do sábado?

Ceci Alves – Eu estou muito nervosa, porque eu tenho um receio com pitching, lido melhor com rodada de negócios, sabe? (risos) Porque é uma conversa que você está ali vendendo, mas mais numa conversa. Pitching, que é uma coisa mais direcionada, me dá uma preocupação maior. Mas, eu estou com um misto de emoções. Estou assombrada por ter chegado ao pitching, pois foi uma surpresa. Eu falava para Amanda (Aouad, uma das tutoras da Usina 20): “Eu não estou aqui para o pitching. Estou aqui para aprender, porque eu não tenho a mínima pretensão de chegar até o pitching”. Mas, também estou bastante feliz, porque eu vou conseguir ter isto também para essa minha formação. Talvez, agora, de repente, eu consiga me ver como uma pessoa que tem esta capacidade de fazer bem algo como um pitching. O que eu tenho feito bastante em minha preparação é pensar sobre como eu vou colocar a minha história, que é cheia de idas e vindas. Este será o grande desafio! Estou montando como eu vou conseguir resumir para a banca tudo em 7 minutos. No quesito felicidade, acho que vou ter uma oportunidade muito boa de estar diante de players do mercado que me interessam bastante e também a oportunidade de estabelecer este diálogo. Por esta razão, só o fato de eu me tornar conhecida ou estreitar laços com essas pessoas e conseguir falar de um projeto meu, algo tão caro para mim, é muito importante, é um cociente de felicidade muito grande para mim.

ELP – Até então, Daniel, como tem sido para você este momento de preparação para o pitching? O que você tem feito neste estágio prévio, antes do sábado e o que você pensa que te aguarda nesta atividade de encerramento do projeto?

Daniel Corrêa Estou um pouco nervoso, mas também estou confiante para o pitching, porque estou entendendo esta chance como uma oportunidade. Estou fazendo o meu melhor, então não tenho como reclamar do que receberei de volta [da banca]. Sobre a preparação, tivemos uma aula sobre isto, no sábado, que já me ajudou bastante a ter uma ideia a respeito de como será este processo. Na hora do treinamento eu fui primeiro e eu fui pego de surpresa! Então, eu falei bem improvisado. Mas, depois eu recebi o feedback dos colegas falando que eu não parecia nervoso — o que eu achei ótimo — porque a gente sempre fica com um receio de transparecer o nervosismo. Então, esse retorno me ajudou também e está me deixando mais confiante de que, quando eu estiver mais preparado, mais estruturado — o que de certo estarei —, no momento do pitching, eu não terei muito com o que me preocupar.

ELP – Igor, agora, com a finalização da Usina 20, me conta o que você vislumbra para o futuro da sua série, tanto em questões do material em si, como no pensamento sobre o mercado, principalmente, após o pitching?

Igor Correia– Certo! Sobretudo, eu acho que vem a questão da confiança! Depois de você ver um projeto finalizado, que tem recebido feedbacks tão enriquecedores e tão grandiosos para o futuro mesmo, isso [ganhar confiança] é o que acontece. A gente acaba criando a confiança de que se a gente chegou até ali é porque a gente tem potencial para aquilo. Então, a Usina do Drama cresceu dentro de mim, durante este processo. Agora, sobre questões mercadológicas, pensando em meu projeto, eu já, inclusive, o inscrevi para o processo de seleção do FRAPA e pretendo inscrevê-lo na rodada de negócios do NordesteLab. Pretendo também vende-lo para algum canal, seja streaming ou não. Vou tentar encontrar alguma produtora que tente abraçar o projeto e seguir para a etapa de produção realmente. Eu também vejo portas abertas para fazer a tradução deste roteiro, visualizo também o mercado internacional como uma possibilidade através de plataformas que podem dar este suporte para o realizador de participar de concursos de roteiro de outros países. Então, eu acho que, com este roteiro já amadurecido, esta é uma porta muito boa que eu posso me lançar.

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