Usina do Drama é lançada em auditório lotado

Foto por Gabrielle Guido

No dia 11 de fevereiro, o auditório da Facom em Ondina ficou lotado para o evento de lançamento da Usina do Drama, projeto de formação de roteiristas para desenvolvimento de  séries televisivas ficcionais, factuais e de animação, promovido pelo Estação do Drama (Facom/UFBA).

A apresentação ficou dividida em três momentos. A abertura com a fala da coordenadora e idealizadora do projeto, Maria Carmem Jacob de Souza, seguida da apresentação de sua equipe o pesquisador e professor João Senna e os roteiristas e professores Amanda Aouad, Marcelo Lima e Gustavo Erick, também idealizadores e organizadores da Usina do Drama. Depois veio a mesa de roteiristas com a apresentação da equipe com coordenação pedagógica de Iara Sydenstricker e participação dos roteiristas Amanda Aouad, Gildon Oliveira, Vinnícius Morais, Gustavo Erick e Marcelo Lima. Por fim, a mesa sobre o ofício do roteirista de séries com as convidadas Vania Lima (TemDendê), Candida Liberato e Ingra Lyberato (Liberato Produções) e Sofia Federico (Benditas).

Prof. Maria Carmem Jacob | Foto por Gabrielle Guido

A primeira parte funcionou como apresentação da Usina do Drama em detalhes. A Coordenadora Maria Carmem Jacob de Souza agradeceu a acolhida de todos, explicando em linhas gerais como surgiu a ideia e a equipe por trás dela. Depois João Senna resgatou um pouco do histórico do Estação do Drama para explicar o porquê do surgimento desse projeto em específico. Amanda Aouad veio em seguida explicando o que consiste o projeto e os ciclos de desenvolvimento, com regras e orientações. Por fim, Marcelo Lima apresentou detalhes do edital e o site do projeto, tirando dúvidas da plateia sobre inscrições.

A mesa de roteiristas foi uma apresentação sucinta da experiência e expectativa de cada um dos integrantes do projeto. A Coordenadora pedagógica Iara Sydenstricker falou um pouco sobre a formação de roteiristas e as preocupações de mercado apresentando um pouco de sua atual experiência como docente da Universidade Federal do Recôncavo (CECULT/UFRB). Os roteiristas Amanda Aouad, Gildon Oliveira, Vinnícius Morais, Marcelo Lima e Gustavo Erick também apresentaram suas expectativas e expressaram a felicidade de participar desse projeto ajudando outros roteiristas a seguir os passos na profissão. A apresentação da experiência de cada um deles demonstrou a pluralidade da equipe que traz roteiristas de áreas diversas, também pesquisadores acadêmicos, e que já exerceram funções no teatro, cinema e televisão, tendo também experiências diversas em gêneros e formatos demonstrando uma complementação entre eles.

Foto por Gabrielle Guido

Já a mesa sobre o ofício do roteirista apresentada por Gustavo Erick e mediada por Iara Sydenstricker foi uma troca de experiências entre as produtoras, roteiristas e diretoras convidadas trazendo um pouco da realidade do mercado baiano e especificidades de suas produtoras e das três linhas de ação propostas pelo edital: ficção, animação e factual.

Sofia Federico falou sobre sua série “Francisco só quer jogar bola”, apresentando um vídeo promo e falando sobre a dificuldade que foi desenvolver e produzir o material sem ter uma experiência prévia de roteiro para série. Mesmo com toda a experiência em cinema que ela e sua equipe já tinham, o ritmo de uma série é diferente. “Fomos aprendendo no erro e acerto”, ela comentou, reforçando a importância de um projeto como a Usina do Drama.

Já as irmãs Cândida Liberato e Ingra Lyberato falaram da experiência da produção em família e da possibilidade de construir parcerias com outras produtoras, como a série que Ingra faz com a TemDendê e as parcerias que Cândida vem construindo com roteiristas e produtoras de outros estados. Uma forma de dinamizar o mercado e trocar experiências, além de unir forças. Cândida apresentou também seu mais novo projeto, “Euvira”, uma animação que estava levando para um pitching no Rio Content Market.

Por fim, Vânia Lima falou sobre a estrutura atual da TemDendê, empresa com mais de dez projetos na carteira atualmente que tem uma sala de roteiristas trabalhando intensamente e na necessidade de encontrar um formato para que essa sala funcionasse da melhor maneira. Vânia apresentou um vídeo promo com parte dos projetos que estão em produção atualmente, sua maioria de factuais, muitos já sendo exibidos em canais abertos e fechados e alguns já com mais de três temporadas como o “Bahia de Todos os Cantos”.

Foto por Gabrielle Guido

O bate-papo foi aberto para a plateia que queria saber principalmente como contactar as produtoras para trabalhos e discutindo as principais atribuições de um roteirista. A questão salarial também demonstrou ser uma das preocupações do público assim como as negociações de direitos patrimoniais. Tudo com a intenção de desmistificar a profissão e demonstrar que é possível ser roteirista na Bahia hoje.

O evento se encerrou com a sensação de que bons frutos foram plantados e que o projeto tem tudo para ajudar a fomentar ainda mais o mercado audiovisual local.

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